quinta-feira, 3 de abril de 2025
CONHEÇA NOSSAS NOVAS APOSTILAS!
A CAMPANHA DA FRATERNIDADE E AS CRÍTICAS NAS REDES SOCIAIS
CAMPANHA DA FRATERNIDADE
As
críticas que associam a Campanha da Fraternidade e a Coleta de
Domingo de Ramos a ações "comunistas" são, muitas vezes, baseadas
em mal-entendidos e desinformação. Vamos entender um pouco melhor essas
campanhas e o uso dos recursos arrecadados para ver o que realmente acontece:
A
Campanha da Fraternidade e a Coleta de Domingo de Ramos
🔹 Campanha da Fraternidade:
Tradicionalmente
realizada durante a Quaresma, é uma iniciativa da Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB) para sensibilizar os católicos e a sociedade
sobre questões sociais, como a justiça, a solidariedade, saúde, educação, o
cuidado com os mais necessitados, a ecologia e outras causas. Cada ano, a
campanha tem um tema específico, que visa refletir sobre situações de injustiça
social, pobreza, desigualdade e direitos humanos.
🔹 Coleta de Domingo de Ramos:
Esta
coleta é realizada na celebração de Domingo de Ramos e tem como objetivo
arrecadar recursos para ajudar as populações mais necessitadas, principalmente
em regiões de difícil acesso e em situações de vulnerabilidade. Os recursos da
coleta são destinados a ações sociais e pastorais da Igreja, tanto no Brasil
quanto em outras partes do mundo.
O
FNS (Fundo Nacional de Solidariedade) e o FDS (Fundo Diocesano de
Solidariedade)
Esses
dois fundos são responsáveis pelo destino dos recursos arrecadados, e são
fundamentais para garantir que as ações solidárias da Igreja cheguem às pessoas
que mais precisam.
🔹 FNS (Fundo Nacional de Solidariedade):
- O
que é: O FNS é
gerido pela CNBB e recebe os recursos arrecadados pela Campanha da
Fraternidade e pela Coleta de Domingo de Ramos. O FNS recebe
40% do valor arrecadado pela coleta.
- Finalidade: O FNS destina os recursos
arrecadados para projetos de solidariedade e assistência social, como a
construção de casas populares, alimentação para famílias carentes, apoio a
comunidades em situação de risco e ações que promovam a dignidade humana.
O fundo também ajuda em situações emergenciais, como desastres naturais.
- Transparência: O FNS possui uma gestão
transparente. A CNBB acompanha os projetos financiados e garante que os
recursos sejam aplicados de forma eficaz e correta.
- Em
2023, a Campanha da Fraternidade arrecadou R$ 6.577.799,88.
🔹 FDS (Fundo Diocesano de Solidariedade):
- O
que é: Cada
diocese tem seu próprio fundo, o FDS, que é uma forma de ajudar a
implementar as ações de solidariedade local. O FDS recebe 60% do
total arrecadado na coleta.
- Finalidade: O FDS é utilizado para projetos
sociais em nível local, como auxílio a famílias em situação de
vulnerabilidade, distribuição de alimentos, programas de inclusão social e
apoio às comunidades mais pobres. Ele também pode apoiar iniciativas de
evangelização e educação.
- Apoio
Local: Esse fundo
tem uma grande importância, pois possibilita que a ajuda chegue
diretamente às comunidades e áreas mais necessitadas, através da
colaboração entre paróquias, dioceses e outras organizações e movimentos
sociais.
As
críticas à Campanha da Fraternidade e a Coleta do Domingo de Ramos
O
uso dos recursos da Campanha da Fraternidade e da Coleta de Domingo de Ramos
visa ações sociais concretas, como a promoção da justiça social e a solidariedade
cristã. No entanto, algumas críticas, especialmente de setores mais
conservadores, tentam associar essas ações a uma agenda "eco-teologia comunista"
ou "campanha socialista".
A
Campanha da Fraternidade 2025, especialmente, tem sido alvo de críticas de
grupos extremistas de direita e de quem considera que a Quaresma deve ser
baseada no jejum, oração e esmola. Frases como: “a CNBB quer cuidar de
plantas e não de pessoas”, ressoam como a mais clássica desinformação a
respeito das mudanças climáticas que assolam o nosso planeta. O arcebispo de
Campo Grande (MS), dom Dimas Lara Barbosa, disse que existe um grupo que acha
que a Quaresma deveria ser só aquele esquema clássico de jejum, oração e
esmola.
🔹 Por que essa associação?
- Muitas
vezes, as críticas são baseadas no fato de que as ações de solidariedade e
as políticas de justiça social são confundidas com ideias socialistas ou
comunistas, que defendem uma redistribuição de riquezas de maneira mais
ampla.
- O
conceito de ajudar os pobres e oprimidos é muitas vezes distorcido, sendo
erroneamente interpretado como defesa de regimes autoritários ou anticapitalistas,
o que não é o caso da Igreja, que se compromete com a dignidade humana, o respeito
à liberdade e a justiça social, dentro dos valores do Evangelho.
- A
Igreja Católica, como instituição, não defende ideologias políticas, mas
propõe valores cristãos que buscam solidarizar-se com os pobres e promover
a igualdade de oportunidades, sem recorrer a soluções radicais como as do comunismo.
Como
Combater as Fake News sobre as Ações da Igreja
🔹 Educação e Transparência:
A
melhor maneira de combater essas acusações é com educação e transparência.
Explicar de forma clara como funcionam os fundos de solidariedade, como
são aplicados e quais os resultados práticos dessas ações ajuda a desmistificar
as fake news.
🔹 Testemunhos e Resultados:
Mostrar
como as ações concretas ajudam as comunidades é uma forma eficaz de combater a
desinformação. Testemunhos de pessoas beneficiadas pelas campanhas podem
demonstrar a importância do trabalho social da Igreja.
🔹 Apoio das Lideranças Religiosas:
Líderes
religiosos, como padres e bispos, podem esclarecer a motivação cristã por trás
dessas ações e destacar que elas não têm qualquer vínculo com ideologias
políticas, mas sim com valores cristãos de caridade, fraternidade e justiça.
As
ações da Igreja Católica, como a Campanha da Fraternidade e a Coleta de Domingo
de Ramos, são voltadas para a solidariedade social e a promoção da justiça e fazem
parte da doutrina social da Igreja. No entanto, em um cenário político
polarizado, essas iniciativas podem ser erroneamente associadas a ideologias
como o socialismo ou comunismo. É importante entender que a Igreja busca atuar
na promoção da dignidade humana, cuidando dos mais pobres e necessitados, e que
os recursos arrecadados são usados para ações concretas que ajudam as
comunidades carentes, com transparência e respeito aos princípios cristãos.
O
QUE É FEITO COM OS RECURSOS ARRECADADOS PELA CF
Há
informações concretas sobre como os recursos arrecadados pela Campanha da
Fraternidade são utilizados, principalmente por meio do Fundo Nacional de
Solidariedade (FNS), que recebe as doações da campanha e da Coleta de Domingo
de Ramos. A utilização desses fundos é voltada para ações sociais concretas,
que beneficiam comunidades em situações de vulnerabilidade e promovem a justiça
social. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) acompanha e divulga
os resultados das iniciativas financiadas, promovendo transparência.
Alguns
exemplos de como esses recursos são aplicados:
Projetos
de Habitação e Assistência a Famílias em Situação de Rua
A
Campanha da Fraternidade tem como um de seus objetivos apoiar projetos que
ajudem a garantir moradia digna para famílias em situação de risco e
vulnerabilidade. Em algumas regiões, os recursos foram utilizados para a
construção de casas populares ou a melhoria das condições de moradia em áreas
periféricas ou de favelas.
- Exemplo: Em algumas dioceses, os recursos
ajudaram a construir centros de acolhimento temporário para pessoas em
situação de rua, oferecendo refúgio, alimentação, e serviços básicos, além
de facilitar o processo de reintegração social.
Apoio
a Comunidades Indígenas e Quilombolas
A
Igreja no Brasil tem dedicado parte dos recursos da Campanha da Fraternidade
para o apoio a comunidades tradicionais, como índios e quilombolas, promovendo
a preservação de seus direitos e o fortalecimento das suas culturas.
- Exemplo: Em algumas regiões da Amazônia, o
FNS tem financiado projetos de educação e saúde voltados para as
populações indígenas, além de apoiar iniciativas de defesa de seus
territórios, que estão sob constante ameaça de desmatamento ilegal e
conflitos com grandes empresas.
- Exemplo: Também foram apoiados projetos
que buscam a valorização das culturas quilombolas, com a preservação da
memória e da identidade dessas comunidades, além de ações para o desenvolvimento
sustentável.
Ações
de Educação e Inclusão Social
Em
várias partes do Brasil, os fundos da Campanha da Fraternidade são direcionados
para projetos educacionais, com foco em garantir acesso à educação básica e
profissionalizante, especialmente em comunidades marginalizadas e periféricas.
- Exemplo: Em algumas cidades, os recursos
foram utilizados para criar centros de educação e capacitação profissional
para jovens em situação de vulnerabilidade, preparando-os para o mercado
de trabalho e proporcionando uma perspectiva de futuro.
- Exemplo: Ações de alfabetização e
qualificação de adultos também foram financiadas, oferecendo novas
oportunidades de inserção social.
Apoio
a Pessoas com Deficiência e Ações de Inclusão
Os
recursos arrecadados pela Campanha da Fraternidade também têm sido usados para
promover a inclusão de pessoas com deficiência, com o objetivo de garantir acesso
à educação, trabalho, e serviços de saúde adequados.
- Exemplo: Em algumas dioceses, o FNS foi
utilizado para adaptar escolas e instituições de ensino a fim de garantir
que pessoas com deficiência tenham acesso às mesmas oportunidades
educacionais. Também foram realizados programas de formação profissional
para a inclusão no mercado de trabalho.
Assistência
e Proteção a Crianças e Adolescentes em Situação de Abuso e Exploração
Outro
foco importante da Campanha da Fraternidade são as ações voltadas para proteger
crianças e adolescentes em situação de abuso e exploração sexual, assim como
aqueles em situação de trabalho infantil.
- Exemplo: O FNS ajudou a financiar projetos
de acolhimento institucional e reintegração familiar para crianças e
adolescentes em situação de abuso, com apoio psicológico e jurídico.
Também foram realizados programas de sensibilização e educação nas
comunidades sobre os direitos das crianças.
Apoio
a Ações de Justiça Ambiental e Sustentabilidade
Em
consonância com o ensinamento cristão sobre o cuidado com a Criação, parte dos
recursos é direcionada a projetos de justiça ambiental, com foco na preservação
dos recursos naturais e na sustentabilidade.
- Exemplo: Na Amazônia, a Igreja tem
financiado projetos que buscam proteger o meio ambiente, valorizando e capacitando
as comunidades locais a se engajarem em práticas de agricultura
sustentável e proteção ambiental.
- Exemplo: A Igreja também tem apoiado iniciativas
de reflorestamento e proteção de áreas de preservação, como reservas
florestais e terras indígenas, buscando a recuperação de ecossistemas e o combate
ao desmatamento.
Assistência
e Reabilitação de Vítimas de Desastres Naturais
Em
momentos de desastres naturais, como enchentes, deslizamentos de terra ou secas
extremas, os recursos da Campanha da Fraternidade são utilizados para apoiar as
vítimas e ajudar na reconstrução de áreas afetadas.
- Exemplo: Após grandes enchentes em várias
regiões do Brasil, o FNS foi destinado à ajuda humanitária e à reconstrução
de casas e infraestruturas essenciais, como escolas e centros
comunitários.
Transparência
e Prestação de Contas
A
CNBB e as dioceses que gerenciam os projetos beneficiados pelos recursos da Campanha
da Fraternidade têm o compromisso de prestar contas publicamente sobre a
utilização dos recursos. Isso garante que os fiéis e a sociedade em geral
possam acompanhar como os recursos estão sendo utilizados e qual o impacto das
ações financiadas.
Os
recursos arrecadados pela Campanha da Fraternidade têm sido amplamente usados
para promover justiça social, assistência aos mais necessitados e fortalecer as
comunidades vulneráveis em diversas partes do Brasil. Os projetos financiados
são bem diversificados, abrangendo áreas como habitação, saúde, educação,
proteção social e justiça ambiental. A transparência e a gestão responsável dos
recursos são fundamentais para garantir que as ações realmente cheguem a quem
mais precisa.
Os recursos são distribuídos conforme os projetos inscritos no FNS ou FDS. Os processos de recebimento, análise, deferimento e acompanhamento de todos os projetos, são de responsabilidade do departamento Social da CNBB, conjuntamente com o Conselho Gestor do FNS-CNBB. Para envio de projetos a Instituição deve estar em conformidade com o Edital do Fundo Nacional de Solidariedade, publicado em fns.cnbb.org.br todos os anos. . Após o envio, os projetos serão analisados pelo Conselho Gestor do FNS- CNBB. A Instituição poderá acompanhar os status do trâmite do projeto no sistema.
A prestação de contas
A
prestação de contas da Campanha da Fraternidade (CF), incluindo a arrecadação e
distribuição dos recursos, é uma prática importante da Igreja Católica no
Brasil, principalmente por meio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), para garantir a transparência do uso das doações. Embora os detalhes
exatos de cada ano possam variar, a CNBB costuma divulgar informações sobre a destinação
dos recursos e relatórios anuais das arrecadações realizadas pela Campanha da
Fraternidade.
Aqui
estão algumas maneiras de acessar essas informações:
1.
Relatórios da CNBB
A
CNBB publica regularmente os relatórios de prestação de contas das campanhas
realizadas, incluindo a Campanha da Fraternidade. Esses relatórios geralmente
incluem dados sobre:
- Total
arrecadado durante
a campanha (geralmente a partir da Coleta de Domingo de Ramos).
- Destinação
dos recursos
(quais projetos e iniciativas sociais receberam financiamento, como foram
distribuídos os fundos e o impacto dessas ações).
Esses
relatórios podem ser encontrados no site da CNBB ou podem ser
solicitados diretamente à Secretaria Geral da CNBB.
2.
Site da CNBB
O
site oficial da CNBB (https://www.cnbb.org.br/) é uma boa fonte para informações sobre
transparência e prestação de contas. Além de relatórios anuais, o site pode ter
atualizações e informações sobre os projetos financiados com as arrecadações da
Campanha.
3.
Documentos Diocesanos e Paroquiais
Em
nível local, as dioceses e paróquias também têm a responsabilidade de prestar
contas sobre o uso dos recursos arrecadados. Muitas vezes, as dioceses publicam
relatórios de como os recursos da Campanha da Fraternidade foram aplicados em
suas regiões, destacando projetos sociais que receberam apoio.
4.
Relatórios de Projetos Financiados
Os
projetos financiados pela Campanha da Fraternidade e pelo Fundo Nacional de
Solidariedade (FNS) têm suas próprias prestações de contas, que geralmente são
feitas pelas organizações parceiras ou pelas dioceses responsáveis. Algumas
dioceses disponibilizam relatórios sobre como o dinheiro foi usado para ações
sociais específicas, como:
- Construção
de casas para
pessoas em situação de rua.
- Programas
de educação para
jovens em risco.
- Apoio
a comunidades vulneráveis,
como indígenas e quilombolas.
- Ações
de saúde e
assistência social.
5.
Relatórios de Transparência e Auditoria
Em
alguns casos, a CNBB realiza auditorias externas ou auditorias internas para
garantir que os fundos sejam usados de maneira adequada. Essas auditorias podem
ser incluídas nos relatórios de prestação de contas.
Exemplo
de Acesso:
- Campanha
da Fraternidade 2023:
No site da CNBB, você pode encontrar informações sobre a Campanha da
Fraternidade 2023, incluindo detalhes sobre a arrecadação e a
destinação dos recursos, bem como o impacto das ações sociais financiadas.
- Relatório
2022: Um exemplo
de relatório da Campanha da Fraternidade 2022 está disponível no
portal da CNBB, com informações sobre os valores arrecadados, os projetos
financiados e os resultados alcançados.
É
possível acessar as informações sobre a prestação de contas da Campanha
da Fraternidade, incluindo os valores arrecadados e como os recursos foram
distribuídos. As informações estão geralmente disponíveis no site da CNBB,
e também nas dioceses e paróquias que acompanham os projetos financiados.
FONTES:
sábado, 15 de março de 2025
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sexta-feira, 7 de março de 2025
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domingo, 2 de março de 2025
O MINISTÉRIO DE CATEQUISTA: O IMPACTO NA VIDA DA IGREJA
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
EUCARISTIA COMO CEIA
Vamos então ao Evangelho de Lucas. O evangelista Lucas escreveu para os gregos. E os mestres gregos divulgavam seus ensinamentos caminhando ou durante as refeições. Lucas usou isso e descreveu Jesus como o “caminhante”, o filho de Deus que desceu dos céus para caminhar junto com as pessoas. E no caminho ele vai explicando a vida delas. Podemos ver isso na narrativa dos discípulos de Emaús, uma das mais belas histórias da Bíblia. Neste Evangelho está claro como Lucas vê a Eucaristia. (Lucas 24, 13-35).
Jesus explica o mistério da vida aos discípulos, que neste momento estão fugindo decepcionados, com suas esperanças frustradas. Essa imagem, longe de ser triste, é um panorama maravilhoso para descrever a celebração da Eucaristia. Nós vamos à Igreja como pessoas que muitas vezes estão fugindo de alguma coisa, decepcionadas com a vida e buscando algo que nem nós mesmos entendemos o que é. Lá, à luz das escrituras, nos é explicado por que aconteceu daquele jeito, como aconteceu, qual é o significado por trás de tudo e para onde vai nosso caminho. As leituras da Palavra dão esse significado. Quando entendemos os “porquês” da nossa vida, aprendemos a lidar com ela.
Hoje, muitos fogem da verdade de si mesmos e das suas vidas.
Na Eucaristia, Jesus quer nos convidar a ver e entender nossa vida de uma maneira nova, à luz de suas palavras e de uma história que liberta e ilumina. A Eucaristia é, então, uma nova interpretação de nossa vida a partir da fé em Jesus Cristo. Ao partir o pão, os olhos dos discípulos se iluminaram e eles puderam entender essa “nova” vida dada a toda humanidade.
E nessa “ceia” e nas diversas outras descritas por Lucas encontramos a compreensão exata da Eucaristia. Para ele, a ceia eucarística é a continuação das refeições que Jesus fez durante sua vida com justos e injustos, pecadores e inocentes. Nessas refeições Jesus tornou visível a bondade de Deus e Sua solicitude ao ser humano, muito mais que pão ou comida, ofertou dádivas divinas com amor e generosidade, com aceitação incondicional, com o perdão dos pecados e a cura de todas as enfermidades. As refeições que Jesus fazia com pecadores e justos eram cheias de alegria e gratidão pela proximidade com Deus. E assim como os mestres gregos transmitiam seus ensinamentos nos banquetes, Lucas descreve Jesus como o mestre que transmite os pensamentos mais importantes durante as refeições. Em sua palavra ele sempre lembra a “essência” divina que temos. O reino de Deus está em nós, somos a morada de Deus, essa é a nossa virtude. Somos capazes de Deus!
Jesus convidava os pecadores para suas refeições. E somos convidados para a ceia do amor assim mesmo, como somos, com todos os nossos defeitos e fraquezas. Aceitar o convite ou convidar os fariseus (pecadores) para uma refeição, mostra que eles se desviaram do amor e mostra que comer com eles é exercer o perdão.
Uma das mais belas imagens da Eucaristia é descrita por Jesus na parábola do filho pródigo, que ele conta em uma refeição com os pecadores. (Lucas 15, 11-32). Somos todos como o filho pródigo. Nós nos afastamos de nós mesmos, da nossa essência e perdemos a nossa pátria interior. Dilapidamos nosso patrimônio e vivemos de esmolas e migalhas. Saciamos nossa fome com comida barata. E nos sentimos cada vez piores com isso.
Na Eucaristia nos “aprumamos” para ir à casa do Pai. Para “voltar” ao nosso lugar. É lá que nossa fome será saciada de todas as coisas que necessitamos. A Eucaristia é a ceia da alegria que o Pai realiza para nós. Ele festeja porque não estamos mais perdidos. Por isso devemos comer e ser felizes. Estávamos “mortos”, separados de nossos sentimentos, excluídos da verdadeira vida. Nós nos perdemos, mas, na eucaristia nos reencontramos e nos tornamos vivos. Celebramos a ceia da “Vida”!
Ali, na Eucaristia, descobrimos quem somos e qual é o verdadeiro sentido da nossa vida: que somos amados incondicionalmente por Deus, que Deus espera por nós e que nunca é tarde demais para voltar ao lugar em que verdadeiramente “estaremos em casa”.
E em toda celebração da Eucaristia, tornamos presente o que aconteceu no passado. Jesus está entre nós e faz a refeição conosco.
Em seus vários relatos sobre ceias, Lucas explica o que ocorre em toda Eucaristia. Para ele, também, a eucaristia é principalmente a celebração da memória da última ceia de Jesus com seus discípulos, na qual Ele deu um novo sentido aos gestos de partir o pão e beber o vinho do cálice. Jesus utilizou o rito da ceia pascal para recomendar a seus discípulos um novo rito, que deveriam celebrar sempre após a sua morte, a fim de honrar a memória do seu amor.
Ângela Rocha
Catequista – Graduada em Teologia pela PUCPR.
Fonte: “Eucaristia: Transformação e União” – Frei Anselm Grün.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2025
A COORDENAÇÃO NA CATEQUESE - APOSTILA
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sábado, 15 de fevereiro de 2025
COLEÇÃO CATEQUESE FAMILIAR
A Catequese Familiar é fundamental porque reconhece que a família é a "Igreja doméstica" e o primeiro ambiente onde a fé é transmitida. Os documentos da Igreja enfatizam a importância dos pais como primeiros catequistas dos filhos e destacam que a evangelização deve envolver toda a família.
Por que a Catequese Familiar é necessária? A família é a base da educação na fé – O Catecismo da Igreja Católica (CIC 2223-2226) afirma que os pais têm a primeira responsabilidade de educar os filhos na fé e quea família é a comunidade cristã fundamental.
Fortalece o vínculo entre fé e vida – A catequese não pode ser apenas um aprendizado teórico; ela deve ser vivida no dia a dia. A Catequese Familiar ajuda a integrar a fé na rotina da família.
Prepara um ambiente favorável para a vivência cristã – Se a fé é cultivada em casa, o catequizando se sente mais motivado a crescer espiritualmente.
Evita a "terceirização" da fé – Muitos pais acreditam que a catequese é apenas responsabilidade da Igreja ou dos catequistas, mas a Catequese Familiar reforça o papel ativo da família na formação cristã.
O que dizem os documentos da Igreja?
- Diretório para a Catequese (2020): Destaca que a catequese deve incluir a família e incentivá-la a ser protagonista na evangelização dos filhos.
- Familiaris Consortio (1981), de São João Paulo II: Afirma que "a tarefa educativa dos pais é tão decisiva que, se faltar, dificilmente pode ser suprida por outra".
- Documento de Aparecida (2007): Ressalta que "a família é um dos tesouros mais importantes da América Latina" e que a catequese deve ajudá-la a viver e transmitir a fé.
- Amoris Laetitia (2016), do Papa Francisco: Insiste na necessidade de formar os pais para que eles sejam catequistas dentro do lar.
Como colocar em prática a Catequese Familiar?
- Encontros com os pais – Criar momentos de formação e espiritualidade para as famílias.
- Catequese intergeracional – Momentos em que pais e filhos aprendem juntos sobre a fé.
- Materiais de apoio – Fornecer sugestões de leituras, orações e atividades para que a catequese continue em casa.
- Valorização dos ritos e celebrações em família – Incentivar a oração em casa, a leitura da Bíblia e a participação na missa juntos.

R$ 30,00.
Além de orientações a respeito do que é e como organizar na paróquia (Itinerário), a apostila conta com roteiros de encontro e temas básicos de Catequese para mais ou menos 5 Etapas de catequese (Eucaristia e Crisma).


ENCONTROS COM A FAMÍLIA
R$ 20,00
Sugestão para encontros catequéticos com os pais ou responsáveis.
CATEQUESE INICIÁTICA
R$ 10,00
Projeto de catequese com a família nos 3 primeiros meses da 1ª Etapa.
Pedidos: whats 41 997470348